Ventre

E de repente fez-se noite
No que havia de mais sagrado
E um rio de lágrimas transbordou
Das entranhas do ventre já abandonado
Numa correnteza forte e avassaladora
Que com sua fúria devastou os vales e as plantações
Semeados ao longo de uma existência que se esvaiu,
Submergindo aos poucos na escuridão
Fria e solitária do rio da vida.

0 respostas

Deixe uma resposta

Quer participar da discussão?
Fique a vontade para contribuir!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *